30 de nov de 2025
19:05

Cattani aposta em anistia e quer visitar Bolsonaro para saber “planos para MT”

Deputado quer saber de Bolsonaro qual será a melhor aliança para as eleições de 2026

deputado estadual Gilberto Cattani (PL) diz acreditar que o PL da Anistia — que prevê perdão completo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a bolsonaristas presos e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — deve avançar antes do processo eleitoral de 2026, com o objetivo de recolocar o “Capitão” na disputa presidencial. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pelo inquérito da trama golpista, já com trânsito em julgado.

Em entrevista à imprensa, Cattani disse acreditar que o Congresso tem condições de destravar o indulto geral, amplo e irrestrito. Além disso, demonstrou esperança de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleça os direitos políticos de Bolsonaro — sem mencionar que o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, foi indicado pelo próprio ex-presidente.

“Nós acreditamos que pode ter anistia, que pode ser revisto no próximo ano muitas coisas dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e temos esperança de que Bolsonaro será nosso presidente em 2026 […] Quanto mais bate, mais cresce. Não existe nada que não beneficie o Bolsonaro e outros processos. Não estamos pedindo para libertar só o Bolsonaro, mas todos os cidadãos de bem”, disse.

Nova visita

Cattani também relembrou que pediu ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorização para visitar Bolsonaro quando ele ainda estava em prisão domiciliar — mas não obteve resposta. Agora, com o ex-presidente detido na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o parlamentar afirmou que insistirá no pedido. A intenção, disse, é ouvir diretamente de Bolsonaro os planos do PL para Mato Grosso, sem interferências dos “intermediários” que teriam propagado versões distorcidas sobre “acordos” atribuídos ao ex-presidente.

“Eu pedi quando ele estava em regime domiciliar, mas como mudou o regime, tenho que pedir novamente e vou pedir, dentro da legalidade. Quero escutar dele, para depois falar o que ele falar. Só repito o que ele fala. Quero muito conversar com ele, para saber o que ele está pensando e esperando de Mato Grosso. Por isso, preciso falar com ele e não por intermediários. Vou fazer a solicitação; se vão deixar, é outra história”, completou.

O impasse dentro do PL em Mato Grosso gira em torno dos projetos ao Senado e ao Governo. As conversações que tensionaram o grupo envolvem a possibilidade de composição entre o governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal José Medeiros (PL), supostamente com a bênção de Bolsonaro. No entanto, Mauro é rejeitado por parte dos políticos do PL, que o acusam de ser apenas um “surfador” e não um aliado fiel.

Outro ponto de conflito envolve a disputa ao Governo: o PL defende o nome do senador Wellington Fagundes, enquanto Mauro apoia seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), o que tem gerado estranhamento e disputa por espaço dentro da legenda.

RDNews.

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